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Neolítico - a Idade da Pedra

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Mó neolítica. Proveniência: Gavà

O Neolítico é o último período da Idade da Pedra e caracteriza-se por uma profunda mudança. A partir de 9.000 a.C., começaram a formar-se as primeiras comunidades neolíticas, que trocaram o estilo de vida nómada pelo sedentarismo. O Neolítico é a etapa que se segue ao veja páginaMesolítico.

As consequências da transição para o modo de produção alimentar sentiram-se na expansão da área ocupada pelas comunidades agro-pecuárias, na migração de grupos populacionais e a sua fixação em locais apropriados ao exercício das suas novas actividades produtivas, o que tem a ver com a existência de prados ou terras férteis, e ambientes climáticos e geográficos propícios.

As veja páginaferramentas e armas de pedra.

Povoados neolíticos na Península Ibérica.

A veja páginaagricultura, a veja páginaRevolução Neolítica.

A veja páginacerâmica cardial, marco da neolitização da Península Ibérica.

Megalitismo
Anta São geraldo
Anta perto de São Geraldo - Montemor-O-Novo. Foto de: J. T. Lopes

Para as sociedades agro-pastoris a terra passa a deter uma importância vital e preponderante para a subsistência e economia. A cultura megalítica é o eloquente testemunho da importância dos territórios.

veja páginaAs antas

veja páginaDolméns decorados - a arte mural megalítica.

veja páginaOs menires

Das diversas interpretações para a prática de se erguerem pedras isoladas na paisagem assume maior aceitação a explicação para os menires serem os actuais testemunhos materiais de ancestrais cultos à fertilidade da terra.

Os camponeses e pastores subsituem os últimos caçadores-recolectores

Entre 6.000 e 5.000 a.n.E, já parte dos habitantes da Península tinham começado a sua Revolução Neolítica, importada por comunidades que vieram por mar, das costas do Mediterrâneo.

Deixaram de ser caçadores e recolectores em movimento constante, atravessando territórios para mudar de acampamento para acampamento; pois começaram a produzir alimentos, semeando em solos férteis e colhendo regularmente espécies cerealíferas.

É algo provável que já antes tivessem feito uma agricultura esporádica, ocasionalmente aproveitando uma mais demorada estadia em campos férteis.

Mas a partir do 6.º milénio praticavam a agricultura sistemática e intencionalmente. Tinham domesticados ovelhas, cabras e porcos; da pastorícia sacavam toda a gama de alimentos e produtos que ainda hoje consumimos e apreciamos: carne, leite, queijo, pele, cabedal, lã, ossos, chifres.

Tinham aperfeiçoado melhor as suas ferramentas e armas de pedra.

Os territórios de caça, os campos para a agricultura e a pastorícia estavam no interior, por exemplo, no Alentejo. Os sítios de eleição eram aqueles que garantiam, se possível em acumulação: campos férteis, colinas protegidas, matas com boa caça, ribeiros ricos em peixe, bacias marítimas propícias à pesca e ao trânsito de mercadorias.

As populações começaram a habitar as regiões de um modo contínuo e sustentável. Um modo que garantisse a subsistência das famílias, evitasse as fomes, afastasse as horríveis doenças motivadas por carências – e que proporcionasse espaço para sepulturas dignas de honrar os chefes respeitados (ou temidos).

Os habitantes da Península aprenderam a cultivar a terra, tornaram-se agricultores sedentários. A veja páginaintrodução da cerâmica testemunha o processo de neolitização nestes territórios; começa o Neolítico.

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